sexta-feira, 4 de maio de 2012

Patrulha de escolas por PMs já começa em maio.

Maioria das unidades estaduais terá segurança reforçada durante 24 horas. Confira a lista dos primeiros 90 colégios da rede em que atuarão policiais militares de folga

POR MARIA LUISA BARROS
Rio -  A partir de amanhã, 90 escolas da rede estadual, localizadas na Região Metropolitana e no interior do Rio, começam a ser patrulhadas por policiais militares armados. Na primeira etapa, o reforço na segurança vai atender 115.490 alunos e 6.279 professores. O objetivo é evitar furtos, roubos, tráfico de drogas na porta das escolas, brigas entre alunos e invasões. Se forem alvo de denúncias, por estarem armados, por exemplo, estudantes poderão ser até revistados pelos PMs.
A maior parte do efetivo vai atuar em 35 unidades na capital e mais 22 escolas na Baixada Fluminense. Em São Gonçalo, Niterói e Itaboraí, o policiamento será levado a mais 16 colégios. A maioria terá o patrulhamento reforçado 24 horas.
Os 450 policiais vão trabalhar nas suas folgas, em três turnos de oito horas. Pelo serviço extra receberão, a cada jornada, R$ 200 para oficiais e R$ 150, se for praça. A assinatura do Programa Estadual de Integração de Segurança (Proeis), como O DIA já havia antecipado quinta-feira passada, será amanhã, entre as secretarias estaduais de Segurança Pública e Educação. Pelo convênio, a Seeduc pagará quase R$ 2 milhões por mês.
De acordo com o secretário de Educação, Wilson Risolia, essas unidades serão as primeiras a testar o programa piloto. “A nossa expectativa é de que em um ano todas as 1.358 escolas estejam cobertas”, explicou ontem. Nas unidades de Ensino Normal, a ideia é trabalhar com policiais femininas por se tratar de escolas onde as turmas são formadas, na grande maioria, por meninas. “Vamos ver o que funciona, o que não funciona, para poder aplicar em toda rede”, afirmou.
Estudantes poderão ser revistados
A revista de estudantes dentro das escolas deverá ser feita apenas em casos extremos, como em denúncias de que aluno está armado, afirmou Risolia. “Temos muitos alunos maiores (de idade). Não é função (dos policiais), porque existem normas norteando essa relação que passam pelo Conselho Tutelar. Mas no limite isso pode acontecer”, disse o secretário à rádio CBN.
A ação policial vai reprimir crimes no entorno da escola e contornar conflito, como casos de bullying. “Há desde briga a casos de tráfico de drogas ao redor da escola. A segurança será feita por militares com experiência”, declarou.
PRIMEIRAS UNIDADES
Niterói:
C.E. Paulo Assis Ribeiro; Conselheiro Macedo Soares; Leopoldo Frós; Manoel de Abreu e I.E. Ismael Coutinho
Itaguaí:
Ciep 048 -Djalma Maranhão; E.E. Prof. Ney Cidade Palmeiro. Mendes - C.E. João Nery
Miguel Pereira:
C.E. Alvaro Alvim
Vassouras:
C.E. Raul Fernandes;
Caic Pref. Severino Ananias Dias
Angra dos Reis:
C.E. Arthur Vargas
Barra do Piraí:
C.E. Maia Vinagre e Nilo Peçanha
Barra Mansa:
Ciep 292 - Profa. Jandyra Reis de Oliveira; Ciep 485 -Prof. João Baptista de Barros
Rio de Janeiro:
C.E. Prado Junior; C.E. Amaro Cavalcanti; C.E. Monteiro de Carvalho; C.E. Ignacio Azevedo; C.E. Olavo Bilac; Ciep Ayrton Senna. C.E. Visconde de Cairu; C.E. Jornalista Tim Lopes; C.E. Olga Benário Prestes; C.E. Marechal João Batista de Mattos; C.E. Carmela Dutra; C.E. Compositor Manaceia; C.E. Antonio Houaiss; IE Heitor Lyra; C.E. Albert Sabin; C.E. Leopoldina da Silveira; C.E. Erich Walter Heine; Ciep 225 -Mario Quintana; C.E. Barão do Rio Branco; I.E. Sarah Kubitschek; C.E. Madre Teresa de Calcutá; C.E. Miécimo da Silva; GP 435 - Hélio Pellegrino; Ciep Heitor dos Prazeres; C.E. Vilma Atanázio; C.E. Daltro Santos; Centro Escola Seeduc; Ciep 241 -Nação Mangueirense; C.E. Júlia Kubitschek; GP 321 - Dr. Ulisses Guimarães; C.E. Paulo de Frontin; C.E. Herbert de Souza; C.E. Stella Matutina; C.E. Prof. Maria Terezinha de Carvalho; C.E. Vicente Januzz
Japeri:
Ciep 401 -Lucimar de Souza Santos
Nova Iguaçu:
Ciesp Castorina Faria Lima; C.E. Presidente Costa e Silva; Ciep 334 - Moacyr J. P. Gerks
Queimados:
E.E. José de Anchieta; C.E. Dom João VI
São Gonçalo:
C.E. Comendador Valentim Santos de Diniz; C.E Prof. Adelia Martins; Ciep 439 - Luiz Gonzaga Junior; C.E. Alecrim; I.E. Clelia Anancio; C.E. Walter Orlandini
Duque de Caxias:
Ciep 369 -Jornalista Sandro Moreyra;Ciep Alceu Amoroso Lima;Ciep Lirio da Laguna; C.E. Helio Rangel; Ciep Antonieta Campos Paz; Ciep 098 -Profa. Hilda do Carmo Siqueira; E.E. José de Souza Herdy
Belford Roxo:
C.E. Ricarda Leon
Mesquita:
C. E. Castello Branco
Nilópolis:
C.E. Prof. Mario Campos;
C.E. Ubiratan Reis Barbosa
São João de Meriti:
Ciep 179 -Prof. Claudio Gama; Ciep 400 -Oswaldo de Andrade; Ciep 139 -Manoel Bandeira; CIEP 398 -Mário Lima; C.E. Profa. Sandra Maria Santos e Souza. Campos -Ciep 057 - Nilo Peçanha; E.E. Don Otaviano de Albuquerque; C.E. Almirante Barroso
Itaboraí:
CEJA Itaboraí; C.E. Salvador de Mendonça; C.E. Visconde de Itaboraí; Ciep 130 - Dr. Elias de Miranda Saraiva; Ciep 415 - Miguel de Cervantes. Tanguá - Ciep Brizolão 252 João Batista Caffaro 

terça-feira, 3 de abril de 2012

este é mais um teste

não há nada para ser dito, só para ser visto

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Sem os nomes/ perfeito



Ficou assim


Apagar esta parte


deixar isto



o original

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Aula 1




quinta-feira, 18 de junho de 2009

Tecnologias em sala de aula.

Um guia sobre o uso de tecnologias em sala de aula
Um painel para todas as disciplinas mostra quando - e como - as novas ferramentas são imprescindíveis para a turma avançar

Amanda Polato (novaescola@atleitor.com.br)
Recursos didáticos.Como usar a tecnologia na sala de aula.

Mais sobre tecnologia


TICs, tecnologias da informação e comunicação. Cada vez mais, parece impossível imaginar a vida sem essas letrinhas. Entre os professores, a disseminação de computadores, internet, celulares, câmeras digitais, e-mails, mensagens instantâneas, banda larga e uma infinidade de engenhocas da modernidade provoca reações variadas. Qual destes sentimentos mais combina com o seu: expectativa pela chegada de novos recursos? Empolgação com as possibilidades que se abrem? Temor de que eles tomem seu lugar? Desconfiança quanto ao potencial prometido? Ou, quem sabe, uma sensação de impotência por não saber utilizá-los ou por conhecê-los menos do que os próprios alunos?

Se você se identificou com mais de uma alternativa, não se preocupe. Por ser relativamente nova, a relação entre a tecnologia e a escola ainda é bastante confusa e conflituosa. NOVA ESCOLA quer ajudar a pôr ordem na bagunça buscando respostas a duas questões cruciais. A primeira delas: quando usar a tecnologia em sala de aula? A segunda: como utilizar esses novos recursos?

Dá para responder à pergunta inicial estabelecendo, de cara, um critério: só vale levar a tecnologia para a classe se ela estiver a serviço dos conteúdos. Isso exclui, por exemplo, as apresentações em Power Point que apenas tornam as aulas mais divertidas (ou não!), os jogos de computador que só entretêm as crianças ou aqueles vídeos que simplesmente cobrem buracos de um planejamento malfeito. "Do ponto de vista do aprendizado, essas ferramentas devem colaborar para trabalhar conteúdos que muitas vezes nem poderiam ser ensinados sem elas", afirma Regina Scarpa, coordenadora pedagógica de NOVA ESCOLA.

Da soma entre tecnologia e conteúdos, nascem oportunidades de ensino - essa união caracteriza as ilustrações desta reportagem. Mas é preciso avaliar se as oportunidades são significativas. Isso acontece, por exemplo, quando as TICs cooperam para enfrentar desafios atuais, como encontrar informações na internet e se localizar em um mapa virtual. "A tecnologia tem um papel importante no desenvolvimento de habilidades para atuar no mundo de hoje", afirma Marcia Padilha Lotito, coordenadora da área de inovação educativa da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI). Em outros casos, porém, ela é dispensável. Não faz sentido, por exemplo, ver o crescimento de uma semente numa animação se podemos ter a experiência real.

As dúvidas sobre o melhor jeito de usar as tecnologias são respondidas nas próximas páginas. Existem recomendações gerais para utilizar os recursos em sala (veja os quadros com dicas ao longo da reportagem). Mas os resultados são melhores quando é considerada a didática específica de cada área. Com o auxílio de 17 especialistas, construímos um painel com todas as disciplinas do Ensino Fundamental. Juntos, teoria, cinco casos reais e oito planos de aula (três na revista e cinco no site) ajudam a mostrar quando - e como - computadores, internet, celulares e companhia são fundamentais para aprender mais e melhor.

Nove dicas para usar bem a tecnologia

O INÍCIO Se você quer utilizar a tecnologia em sala, comece investigando o potencial das ferramentas digitais. Uma boa estratégia é apoiar-se nas experiências bem-sucedidas de colegas.

O CURRÍCULO No planejamento anual, avalie quais conteúdos são mais bem abordados com a tecnologia e quais novas aprendizagens, necessárias ao mundo de hoje, podem ser inseridas.

O FUNDAMENTAL Familiarize-se com o básico do computador e da internet. Conhecer processadores de texto, correio eletrônico e mecanismo de busca faz parte do cardápio mínimo.

O ESPECÍFICO Antes de iniciar a atividade em sala, certifique-se de que você compreende as funções elementares dos aparelhos e aplicativos que pretende usar na aula.

A AMPLIAÇÃO Para avançar no uso pedagógico das TICs, cursos como os oferecidos pelo Proinfo (programa de inclusão digital do MEC) são boas opções.

O AUTODIDATISMO A internet também ajuda na aquisição de conhecimentos técnicos. Procure os tutoriais, textos que explicam passo a passo o funcionamento de programas e recursos.

A RESPONSABILIDADE Ajude a turma a refletir sobre o conteúdo de blogs e fotologs. Debata qual o nível de exposição adequado, lembrando que cada um é responsável por aquilo que publica.

A SEGURANÇA Discutir precauções no uso da internet é essencial, sobretudo na comunicação online. Leve para a classe textos que orientem a turma para uma navegação segura.

A PARCERIA Em caso de dúvidas sobre a tecnologia, vale recorrer aos próprios alunos. A parceria não é sinal de fraqueza: dominando o saber em sua área, você seguirá respeitado pela turma.

Fontes: Adriano Canabarro Teixeira, especialista de Educação e tecnologia da UFRGS, Maria de Los Dolores Jimenez Peña, professora de Novas Tecnologias Aplicadas à Educação Da Universidade Mackenzie, e Roberta Bento, diretora da Planeta Educação.
Reportagem sugerida por oito leitores: Alana Cristina Lorde, Várzea da Palma, MG, Graziela Stein, Marabá, PA, Jaqueline Alves Silva Soares, Caetanópolis, MG, Karla Capucho, Vitória, ES, Kelly Silva Monteiro, São Gonçalo, RJ, Luciano Alves da Silva, São Lourenço da Mata, PE, Nadia Pereira Marques, Cristalina, GO, e Thais Silvestre Rosa, Rio de Janeiro, RJ

Quer saber mais?

CONTATOS
Andrea Vieira Zinni
Cláudio Bazzoni
CE Presidente Kennedy, R. Santa Catarina, 1513, 86600-000, Rolândia, PR, tel. (43) 3256-1442
Colégio Miró, R. Cândido Portinari, 58, 40140-440, Salvador, BA, tel. (71) 3247-3022
EE Patriarca da Independência, R. Rui Barbosa, 55, 13280-000, Vinhedo, SP, tel. (19) 3876-6790
EE Professor Edsson Heráclyto Cerezer, R. Barão do Itaqui, 548, 96400-000, Bagé, RS, tel. (53) 3242-5561
Escola da Vila, R. Barroso Neto, 91, 05585-010, São Paulo, SP, tel. (11) 3726-3578
Ivone Domingues
Levon Boligian
Luciana Hubner
Marcia Padilha Lotito
Marcos Garcia Neira
Museu da Pessoa, R. Natingui, 1100, 05443-002, São Paulo, SP, tel. (11) 2144-7150
Paulo Nin Ferreira
Priscila Monteiro
Rosa Iavelberg
Silmara Maria Cruz Paiva

BIBLIOGRAFIA
Educação Hoje: "Novas" Tecnologias, Pressões e Oportunidades, Pedro Demo, 144 págs., Ed. Atlas, tel. 0800-171-944, 38 reais
Tecnologias para Transformar a Educação, Juana María Sancho e Fernando Hernández, 200 págs., Ed. Artmed, tel. 0800-703-3444, 44 reais

INTERNET
Guia sobre uso seguro da internet
Conteúdos digitais para todas as disciplinas

quinta-feira, 28 de maio de 2009





Comemora-se no dia 20 de novembro, o "Dia Nacional da Consciência Negra". Nessa data, em 1695, foi assassinado Zumbi, um dos últimos líderes do Quilombo dos Palmares. A escolha do 20 de novembro foi muito mais do que uma simples oposição ao 13 de maio: "Os movimentos sociais escolheram essa data para mostrar o quanto o país está marcado por diferenças e discriminações raciais. Foi também uma luta pela visibilidade do problema. Isso não é pouca coisa, pois o tema do racismo sempre foi negado, dentro e fora do Brasil. Como se não existisse".( Flávio Gomes )





Pela Lei nº10.639 toda instituição de ensino fundamental e médio, pública e particular, deve incluir o assunto Cultura Negra no currículo. Contudo, em muitos lugares, após quatro anos de sua aprovação, a lei é ainda ignorada. Muitas vezes simplesmente por falta de capacitação de professores.
As mudanças não estão ocorrendo apenas na parte estrutural, mas também são sentidas na pele por alunos e professores. Estes, agora, têm de buscar atualizações, cursos de extensão e etc; aqueles, terão que se acostumar a conhecer novas culturas e histórias diferentes das quais estamos expostos todos os dias.





NAS ESCOLAS: MUITA PROPOSTA E POUCA MUDANÇA

No início de seu mandato o presidente Lula aprovou a inclusão do Dia Nacional da Consciência Negra no calendário escolar e tornou obrigatório o ensino de história da África nas escolas públicas e particulares do país. Embora a decisão tenha sido comemorada, alguns pesquisadores ressaltam que existem obstáculos a serem ultrapassados para que a proposta se transforme em realidade. "Em geral, a história dada segue o livro didático e ele é insuficiente para dar conta de uma forma mais ampla e crítica de toda a história", ressalta Vasconcelos. Essa avaliação da historiadora é confirmada pela professora de história Ivanir Maia, da rede estadual paulista. "A maioria dos professores se orienta pelo livro didático para trabalhar os conteúdos em sala de aula. Nos livros de história, por exemplo, o negro aparece basicamente em dois momentos: ao falar de abolição da escravatura e do apartheid".

Campos destaca que alguns livros didáticos de história têm sido mais generosos ao retratar a "história dos vencidos", mas ressalta que a maioria, inclusive os livros ligados a sua área - a geografia -, continua a veicular os fatos sociais de forma depreciativa, seja referente ao Brasil ou a África. "Encontramos com fartura os elementos de modo civilizatório ocidental como a única verdade que merece maiores considerações", exemplifica. Uma iniciativa importante que ocorreu nesse período foi o controle dos livros didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), visando evitar a distribuição de livros contendo erros conceituais e representações negativas sobre determinados indivíduos e grupos. Mas, na opinião de Garcia, seria necessário exigir uma maior revisão nessas obras: "os livros didáticos precisariam abordar a participação do povo negro na construção do país, na construção da riqueza nacional, na acumulação do capital e também as suas batalhas, rebeliões, quilombos e suas lutas mais contemporâneas".

Paula Cristina da Silva Barreto, professora da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia, destaca que, além dos livros didáticos, outro foco importante são as propostas de mudança na formação dos professores. "Foi tímido o trabalho feito pelo MEC nessa direção até o momento", critica a pesquisadora. Na avaliação dela, sem professores bem preparados para abordar temas complexos, como os abordados nos PCNs, "é muito difícil obter sucesso com a alteração curricular e existe uma grande probabilidade de que as escolas não coloquem em prática o que foi proposto". Os baixos salários pagos e as condições de trabalho desanimadoras nas escolas são fatores também destacados pelos pesquisadores como possíveis responsáveis pelo pequeno envolvimento dos professores com propostas que visam abordar a diversidade étnica e problematizar a questão do negro no Brasil no interior das escolas.





"É preciso entender que a desigualdade no Brasil tem cor, nome e história. Esse não é um problema dos negros no Brasil, mas sim um problema do Brasil, que é de negros, brancos e outros mais".

DICAS:

A cultura africana oferece elementos relacionados a todas as áreas do conhecimento. Se a escola não inclui esses conteúdos no planejamento, cada professor pode colocar um pouco de África em seu plano de ensino:

Língua Portuguesa:

- Para mostrar a influência dos falares africanos no Brasil, você pode usar as palavras de origem banta já incorporadas ao nosso vocabulário.

- Leve para sala de aula lendas africanas e histórias que tratem de diversidade.

- Use livros como Menina Bonita do Laço de Fita, de Ana Maria Machado, O Pássaro-da-Chuva, de Kersti Chaplet, e o gibi Zumbi dos Palmares (produzido em 2001 pela Editora Lake é distribuído gratuitamente) para atividades de leitura e escrita.

- Familiares dos alunos afro-descendentes podem ser convidados para contar histórias de sua vida, informações que serão transformadas em texto.

Artes:

- Podem ser trabalhados conceitos de arte abstrata e geometrismo, danças, mitos e adereços e máscaras, relacionando essas produções às manifestações artísticas do continente europeu.

O desafio é não resvalar no preconceito nem cair no encantamento do exótico.

Educação Física:

- Usar o iitop, o mbube-mbube (ou o tigre e o impala) e a mamba, e jogos como o yote e a mancala. Iniciar contando a história do jogo e os valores da cultura africana presentes em cada um.

Língua Estrangeira:

- Mesmo quando o idioma a ser aprendido é o inglês ou o espanhol, é possível inserir a cultura africana e afro-descendente.Uma boa idéia é levar para suas turmas letras de músicas do afro-descendente jamaicano Bob Marley e de outros cantores negros e textos em inglês sobre a vida de lideranças como os americanos Malcom X e Martin Luther King.

Ciências:

- Mencionar a evolução das espécies, esclarecendo que biologicamente todos os seres humanos são parecidos e que as pequenas diferenças físicas não interferem na capacidade intelectual.

História:

- É fundamental fazer a comparação com o modo de vida do negro no nosso país, na época da escravidão, nos quilombos e nos dias de hoje.

Atualidade:

- Miséria, epidemias e guerras civis existem hoje nos diversos países da África.Mas também estão presentes em outros lugares. Usando notícias de jornal e livros, dicutir com as turmas as guerras civis em Angola e em Ruanda, a fome e a epidemia de Aids.

Geografia:

- Localize em mapas os diversos povos que vieram para o Brasil e as riquezas de cada região, principalmente as minas de ouro e diamantes, para a turma entender os motivos da exploração.

- Ao falar sobre os diversos povos, é possível destacar as contribuições de cada um para a economia do Brasil Colônia.

Educação Infantil:

- Pesquisa em jornais e revistas das palavras: Trabalho, escravo, Brasil, Portugal e África.
- Identificação de palavras pesquisadas através de caça-palavras
- Leitura do texto “Zumbi pensava diferente”
- Observação do mapa mundi para localização do Brasil, África, Portugal.
- Decomposição da palavra PALMARES para formação de novas palavras.
- Roda de conserva enfocando a diferença entre o dia 13 de maio e o dia 20 de novembro
- Tentativa de escrita de palavras
- Registro de numerais comparando quantidades
- Exploração do calendário mensal
- Exploração do calendário anual com observação de datas que marcam a história de negro
- Construção de um glossário com palavra de origem africana
- Rodas de conversa enfocando a irmandade dos homens, que todos somos iguais.
- Exposição de ervas presentes principalmente na cultura afro
- Contagem de número de letras das palavras
- Localização identificando distâncias: Perto longe a partir da fala do narrador ao afirmar que os negros cativos vinham de muito longe.
- Pesquisa de gravuras ou fotos que demonstrem atos fraternos entre brancos e negros.
- Audição da música “O conto das três Raças” (Clara Nunes) entre outras.
- Exploração de sons afros: tambor, atabaque, berimbau.
- Ilustração da História Tempo de Escravidão (através de pintura com guache)
- Confecção de fantoches com perfil afro;
- Construção de retrato étnico da turma: produção de mural com fotos e frases que traduzem as características étnicas e culturais das crianças;
- Formação de painel coletivo com personalidades negras que alcançaram a fama;
- Construção de maquete de um quilombo;
- Confecção de chocalhos, atabaque e berimbau.

Literatura: Sugerimos as histórias: O ratinho branco e o grilo sem Asas; Menina bonita do laço de fita e a lenda Negrinho do Pastoreio.

"A prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei".

Para saber mais:

- Adquira o Projeto Cultura Negra PPD com mais dicas e sugestões elaboradas por Paty Fonte. Maiores informações e encomendas através do e-mail:
encomendas@projetospedagogicosdinamicos.com

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